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Desemprego é o menor desde 2007, mas rendimento recua
Qui, 26 Jun, 11h16

Por Rodrigo Viga Gaier

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A taxa mensal de desemprego no país caiu pela terceira vez consecutiva, atingindo em maio o menor patamar desde dezembro de 2007, mas o rendimento dos empregados também recuou, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira.

A taxa de desocupação no país atingiu 7,9 por cento no mês passado, a segunda menor taxa já apurada pelo IBGE, de acordo com a série histórica iniciada em 2002. O resultado só não foi menor do que o apurado em dezembro do ano passado, quando a desocupação estava em 7,4 por cento.

"Essa foi a primeira queda real, expressiva e significativa da taxa esse ano. É um sinal muito positivo do mercado de trabalho", afrimou Cimar Pereira, economista do IBGE.

O resultado foi bem melhor do que o esperado por analistas. De acordo com levantamento feito pela Reuters, a expectativa era de uma taxa de desemprego de 8,4 por cento em maio, ante a taxa de 8,5 por cento de abril.

RENDA MENOR

Apesar do tom positivo, a renda dos trabalhadores caiu 1,0 por cento entre abril e maio, efeito do avanço da inflação no país, segundo avaliou o economista do IBGE.

"Esse resultado deixou uma pulga atrás da orelha. Temos que aguardar junho e julho para ver como vai ficar esse impacto da inflação sobre o rendimento do trabalhador".

O rendimento médio real dos empregados ficou em 1.208,20 reais em maio. Na comparação anual, entretanto, houve um aumento de 1,5 por cento.

As regiões metropolitanas de São Paulo e Rio de Janeiro foram as principais responsáveis pela queda da taxa global de desemprego. As duas regiões metropolitanas apresentaram as menores taxas para meses de maio desde o início da série.

"São Paulo é o termômetro da pesquisa porque reune 40 por cento da população ocupada brasileira", disse Cimar Pereira.

O mercado de trabalho também teve um ganho qualitativo com o aumento do trabalho formal. O emprego com carteira cresceu 1,6 por cento entre abril e maio, mas caiu 0,9 por cento ante maio de 2007, o que para o IBGE representa uma estabilidade.

(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier; Texto de Renato Andrade; edição de Cláudia Pires)

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