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Diplomatas se queixam que a Índia está inflexível nas negociações da OMC
Sex, 25 Jul, 09h42

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GENEBRA (AFP) - A Índia se mostra inflexível e, inclusive, endureceu sua posição nas cruciais negociações de abertura de mercados mundiais, de acordo com fontes diplomáticas que participam nas negociações da Organização Mundial do Comércio (OMC) em Genebra.

Segundo as fontes, o ministro do Comércio e Indústria indiano, Kamal Nath, se mostra muito reivindicativo e opõe uma férrea resistência à abertura dos mercados agrícolas e industriais do país asiático.

Nova Délhi quer, entre outras coisas, critérios mais flexíveis na aplicação de um mecanismo especial de salvaguardas (SSM), que permita a um país ordenar um forte aumento de tarifas para proteger um setor ameaçado por um súbito incremento de importações ou uma baixa repentina de preços em seu mercado interno.

Também defende a flexiblidade na determinação de "produtos especiais" que podem ser protegidos.

Muitas fontes ligadas às negociações ministeriais de Genebra garantem que o acordo na OMC "hoje depende principalmente da Índia".

"Índia está criando pequenos problemas. Temos preocupação em saber se a ÍNdia tem mesmo uma verdadeira vontade política de negociar", queixou-se uma fonte européia.

O diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Pascal Lamy, advertiu nesta sexta-feira sobre os riscos de um fracasso no quinto dia de negociações em Genebra sobre a liberalização do comércio mundial, informou seu porta-voz.

"As próximas horas são cruciais. Tudo oscila entre o êxito e o fracasso", afirmou Lamy numa reunião com as delegações da OMC.

"Estão sendo registradas certas convergências, mas o ritmo é dolorosamente lento. Temos que mudar para um ritmo maior para aproveitar o pouco tempo que nos resta", acrescentou.

Nesta sexta se reunirão as sete maiores potências comerciais do planeta (Estados Unidos, União Européia, Brasil, Índia, Japão, Austrália e China) para uma última tentativa de desbloquear os expedientes que opõe os países ricos e emergentes.

Os primeiros querem mais acesso para seus produtos agrícolas nos mercados do Norte, e os segundos esperam menos barreiras alfendegárias para seus produtos industriais.

A OMC lançou a Rodada de Doha no final de 2001 com a intenção de concluí-la em 2004, mas se acha travado por esses obstáculos.

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