A Europa oferece a mínima abertura de seu mercado aos produtos agrícolas brasileiros e exige total acesso ao mercado nacional para seus bens industriais. Enquanto isso, o governo americano impõe condições para apresentar sua proposta de corte de subsídios agrícolas e quer livre acesso para seus veículos, máquinas e têxteis. Já o Brasil deixou claro que o "preço da Rodada mudou" e que não vai mais pagar o mesmo que estava disposto há um ano. Foi nessa total falta de sintonia que ministros de todo o mundo começaram hoje as reuniões para tentar fechar a Rodada Doha da Organização Mundial do Comércio(OMC), sete anos após seu lançamento. "Se essas posições continuarem assim, não teremos um acordo", alertou o embaixador Roberto Azevedo, principal negociador do Brasil. O Itamaraty já acenou que tem margem de flexibilidade para aceitar uma maior abertura no setor industrial, mas não pode garantir que os demais emergentes e o Mercosul sigam o mesmo caminho.