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Página principal  >  Notícias  >  Irã não responde às ofertas sobre questão nuclear, mas seguirá negociando Agência EFE
Irã não responde às ofertas sobre questão nuclear, mas seguirá negociando
Sáb, 19 Jul, 13h45

Genebra, 19 jul (EFE).- O Irã não deu hoje em Genebra uma "resposta concreta" às ofertas das potências ocidentais para resolver as dúvidas sobre as atividades nucleares, mas aceitou retomar os contatos "em um par de semanas".

O anúncio foi feito pelo alto representante de Política Externa e Segurança Comum da União Européia (UE), Javier Solana.

Embora tenha qualificado várias vezes a reunião de "construtiva", o representante europeu admitiu que os países não receberam as respostas que esperavam por parte do negociador iraniano, Saeed Jalili.

Ao fim de cinco horas de reuniões, nas quais pela primeira vez participou um enviado dos Estados Unidos, Solana disse aos jornalistas que acertou com o mediador iraniano que voltarão a entrar em contato "em aproximadamente duas semanas", seja pessoalmente, por telefone ou através de emissários.

Na mesma entrevista coletiva, o representante iraniano disse que, visando à "continuação das conversas", tinha entregado a Solana um documento do Governo que contém os "elementos comuns" das posições de Teerã e Ocidente.

No entanto, Solana disse depois que o documento "não responde às perguntas" feitas pelas nações ocidentais.

Os cinco países do Conselho de Segurança da ONU (França, Reino Unido, China, Rússia e Estados Unidos) mais a Alemanha integram o grupo que procura uma solução à questão nuclear iraniana.

A última oferta que o Irã recebeu inclui a novidade de abertura de um período de pré-negociação, durante o qual o Irã poderia continuar com o enriquecimento de urânio no nível atual, mas se comprometeria a não iniciar novas centrífugas.

Em troca, as seis potências não adotariam novas sanções contra Teerã.

Posteriormente, começaria uma fase de negociações formais, durante as quais Teerã aceitaria deter temporariamente suas atividades nucleares.

O Governo de Teerã afirma que o enriquecimento de urânio tem como único objetivo a produção de energia, mas o Ocidente teme que sua intenção seja a de se dotar de poder atômico. EFE

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