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| Empresários criticam possível retorno da CPMF |
| Sáb, 17 Mai, 16h15 |
A proposta em discussão no governo de criar novamente uma contribuição sobre movimentação financeira, a exemplo da CPMF extinta em janeiro de 2008, repercutiu mal entre os empresários que integram a comitiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na reunião da Cúpula América Latina e Caribe-União Européia em Lima. Eles dispararam críticas contra a proposta. "Só levando na brincadeira", reagiu o presidente da Fiesp, Paulo Skaf. "Esse assunto é página virada. Vamos fazer coisas novas", disse Skaf. A proposta, que será discutida na reunião do presidente Lula com sua coordenação política na segunda-feira, prevê a volta da cobrança de uma contribuição sobre as movimentações financeiras, provavelmente de 0,08%, para ser aplicado na área de saúde e ajudar a custear o aumento de repasses para o setor previsto do projeto de lei, conhecido no Congresso por emenda 29. O projeto, já aprovado pelo Senado e com votação marcada na Câmara para a última semana de maio, estabelece a obrigatoriedade de a União repassar 10% das receitas brutas para o setor. "A sociedade brasileira não aceita mais aumento de impostos", afirmou o presidente da Fiesp. Skaf avaliou que há uma contradição entre o aumento de impostos e a estabilidade e o desenvolvimento. "A CPMF foi enterrada no dia 31 de dezembro de 2007 e nossa carga tributária representa 40% do PIB e isso não é culpa desse governo. Há 20 anos que enfrentamos isso", completou Skaf. Outro empresário que integra a delegação, José Carlos Grubisich, do grupo Braskem, disse que essa proposta é um "sinal trocado" para o mercado. "Assim, parece que a gente não acredita muito que vai ter reforma tributária. É um sinal de que não terá reforma tributária", afirmou. Grubisich continuou com as críticas: "É um retrocesso. Qualquer imposto novo é contraproducente", avaliou. Ele lembrou que o governo, no início da semana, lançou o plano de política industrial, o que criou um clima favorável no mercado. Agora, segundo ele, a proposta de recriar a CPMF é um "sinal trocado".
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