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| Wall Street fecha em baixa de 0,05% em dia de novo recorde do petróleo |
| Sex, 16 Mai, 18h49 |
Nova York, 16 mai (EFE).- Wall Street fechou hoje com pequena variação negativa em relação ao fechamento do dia anterior, apesar da queda da confiança dos consumidores americanos na economia e na escalada dos preços do barril do Petróleo Intermediário do Texas (WTI), que chegou a US$ 126,29. O Dow Jones Industrial perdeu 0,05% (5,86 pontos) e se situou em 12.986,8 pontos, depois que 17, dos 30 valores que o compõem, terem fechado no vermelho. Os títulos da General Electric (GE), que faz parte deste índice, desvalorizaram 0,74%, após a companhia anunciar que está disposta a vender sua unidade de eletrodomésticos, dividi-la ou formar uma aliança estratégica (joint venture). O mercado Nasdaq, no qual cota grande parte das empresas de tecnologia e internet, perdeu 0,19% (0,19%), para fechar o dia aos 2.528,85 pontos. As ações do Yahoo! caíram 0,32% e as da Microsoft 1,51%, depois que o portal de internet rejeitou o desafio do investidor multimilionário americano Carl Icahn, que quer forçar o portal a retomar as negociações com a Microsoft. Por outro lado, o seletivo S&P 500, que mede o rendimento das 500 principais empresas que cotam em Wall Street, subiu 0,13% (1,78 pontos), somando 1.425,35 pontos. O Nyse, que engloba todos os valores que cotam na Bolsa de Nova York, subiu 0,52% (49,49 pontos) e ficou em 9.603,01 pontos. No acumulado da semana, o Dow Jones subiu 1,9%, o S&P 500 2,7% e o Nasdaq 3,4%, registrando assim a melhor semana de Wall Street em um mês. A queda do índice de confiança dos consumidores que elabora a Universidade de Michigan - que atingiu seu nível mais baixo desde 1980 - gerou certo pessimismo na abertura do último pregão da semana. Wall Street também não perdeu de vista hoje a alta do preço do barril de petróleo do Texas, de referência nos Estados Unidos, que subiu US$ 2,17 na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex) para fechar a um preço recorde de US$ 126,29. No entanto, à medida que se aproximava da hora do fechamento, a Bolsa começou a se recuperar das quedas registradas ao longo da sessão, graças à divulgação dos dados sobre contrução de casas novas, que aumentou 8,2% em abril, o maior aumento dos dois últimos anos. As ações da Lehman Brothers caíram 2,52%, depois que a rede de televisão financeira americana "CNBC" afirmou que o banco de investimento despedirá 5% de seus 28.000 trabalhadores a partir da semana que vem. A Bolsa de Nova York movimentou 1,314 bilhão de ações e o Nasdaq outros 2,146 bilhões de títulos. No entanto, o economista-chefe da empresa de análise Global Insight, Brian Bethune, considerou em uma nota a clientes que "é muito cedo para abrir o champanhe e comemorar o fim da crise imobiliária nos EUA". Por sua parte, o secretário do Tesouro dos EUA, Henry Paulson, assegurou que os mercados financeiros se mostram "consideravelmente mais calmos" que há dois meses, lançando a previsão de que a economia se recuperará no segundo semestre do ano. Paulson assinalou que a crise imobiliária é ainda o fator que mais prejudica o crescimento da economia, embora tenha afirmado que os cerca de US$ 100 bilhões que o Governo começou a distribuir entre os cidadãos, dentro das medidas de estímulo econômico, amortecerão os efeitos adversos. No mercado secundário da dívida, as obrigações a dez anos mantiveram-se estáveis e ofereciam uma rentabilidade de 3,84%, similar a do fechamento de quinta-feira. EFE bj/fb |Q:ECO:pt-BR:04009003:Economia, negócios e finanças:Mercados e bolsas:Bolsa de valores|
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