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| Alta da gasolina nos EUA reduzirá viagens no feriado do Memorial Day |
| Sex, 16 Mai, 18h34 |
Nova York, 16 mai (EFE).- A alta dos preços da gasolina nos Estados Unidos, que atingiu máximas históricas na última semana, aliada à piora da situação financeira das famílias americanas, reduzirá os deslocamentos no próximo feriado do "Memorial Day" (Dia da memória, em inglês), segundo previsão da Associação Automobilística Americana (AAA). O final de semana prolongado, que homenageia os que morreram lutando pelos EUA, costuma ser associado ao início da temporada das viagens em rodovias e, portanto, a novas altas nos preços de combustível e hotéis. Segundo os dados da AAA, no fim de semana do Dia da Memória, cerca de 37,87 milhões de americanos de deslocarão mais de 80 quilômetros, o que representará uma redução de 1% em relação ao ano anterior. Ainda de acordo com a previsão da associação, 83% das pessoas se deslocarão em carro (31,7 milhões de pessoas), também 1% menos que no ano passado, enquanto 11% planejam viajar de avião. Essas reduções se devem, em parte, ao encarecimento da gasolina, que está sendo vendida, em média, a US$ 3,78 por galão (3,78 litros), o que significa US$ 0,68 a mais que há um ano e o preço mais alto da história. Isso encarece os deslocamentos da maioria das famílias americanas, cujas economias já se ressentiram pela explosão da bolha imobiliária e da crise hipotecária. "Muitos americanos passarão a festividade com dificuldades financeiras devido aos preços recorde da gasolina, entre outros fatores", afirmou o presidente da AAA, Robert Darbelnet, ao apresentar o estudo. Além da gasolina, a AAA calcula que os bilhetes de avião também serão este ano 8% mais caros e que o preço dos carros de aluguel subirá até 45%. Segundo uma pesquisa da Universidade Quinnipiac (Connecticut), 69% dos eleitores americanos reconhecem que o encarecimento do petróleo supõe um "sério" problema para suas famílias e 61% optou por utilizar menos o carro. Além disso, 39% mudaram seus planos para as férias devido às dificuldades econômicas, enquanto três de cada quatro acham que a economia americana está em recessão, embora a maioria não tenha dito que não saberia definir o termo. "O aumento dos preços da gasolina é mais que uma preocupação teórica. Os americanos reduziram suas despesas e utilizam menos o carro", completou o diretor do Instituto de Pesquisas da universidade citada, Maurice Carroll. De acordo com os dados da pesquisa, a primeira preocupação de 47% dos eleitores americanos em relação a sua situação financeira é o preço da gasolina, seguido do custo do seguro médico (16%), o encarecimento dos alimentos (16%), os planos de aposentadoria (9%) e a queda do setor imobiliário (7%). EFE mgl/fb |Q:ECO:pt-BR:04005004:Economia, negócios e finanças:Energia e recursos:Petróleo e gás ECO:pt-BR:04008004:Economia, negócios e finanças:Macroeconomia:Indicadores econômicos|
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