Nova York, 9 mai (EFE).- O barril de Petróleo Intermediário do Texas (WTI, leve) ficou US$ 2,00 mais caro hoje e fechou o dia a um preço histórico de US$ 125,96 em Nova York, em um dia no qual a gasolina e o gasóleo também registraram valores recordes.
Ao final da sessão regular na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), os contratos de petróleo WTI para entrega em junho subiram US$ 2,27 em relação ao preço anterior e fechavam pela primeira vez acima de US$ 125.
No início do pregão, o barril de petróleo WTI chegou a ser negociado a US$ 126,20.
O preço deste tipo de petróleo subiu 8,3% (US$ 9,64) durante a semana e fechou em máximas históricas em cinco sessões consecutivas.
A forte tendência de alta no valor do petróleo aconteceu em paralelo com o notável encarecimento dos combustíveis, o que aumenta a previsão de que o preço ao consumidor nos Estados Unidos também irá subir.
Os contratos de gasolina para entrega em junho aumentaram US$ 0,07 em relação ao preço anterior e finalizaram a US$ 3,2012 o galão (3,78 litros), valor 8% mais caros que há uma semana.
O gasóleo de calefação para entrega nesse mês ficou em US$ 3,6360 o galão, quase US$ 0,13 acima do valor de quinta-feira e 13% mais caro que na sexta-feira passada.
Os contratos de gás natural para junho subiram US$ 0,27 ao valor anterior e finalizaram a US$ 11,53 por mil pés cúbicos.
Os preços do petróleo e dos combustíveis mantiveram no final da semana a forte escala das sessões anteriores; devido, em grande parte, à desvalorização do dólar frente ao euro e a outras divisas.
Essa circunstância, unida ao ambiente sombrio que predominou esta semana na Bolsa de Wall Street e em outros mercados, estimulou novamente o investimento em matérias-primas negociadas em dólares, como é o caso do petróleo.
As perspectivas de que a demanda de petróleo e combustível continuará alta nos países asiáticos e em outros em vias de desenvolvimento, onde as economias crescem a um ritmo mais rápido, também levam os investidores a orientar suas aplicações aos mercados de matérias-primas, onde prevêem conseguir rápidos e substanciais retornos, segundo os analistas.
A corrente de alta é conseqüência, além disso, de uma maior inquietação pelos cortes de produção na Nigéria, um dos países que mais fornece petróleo ao mercado americano, assim como da persistente tensão gerada pelo programa nuclear do Irã, entre outros conflitos internacionais.
O forte aumento dos preços do petróleo ocorriam mesmo após a divulgação de um aumento nas reservas dos EUA, que subiram, na semana passada, 5,7 milhões de barris, duas vezes mais do que se previa, mas o total armazenado é 3,6% inferior ao do ano passado.
As reservas de gasolina aumentaram em 800.000 barris e o total, de 211,9 milhões, é 7,6% superior ao do mesmo período de 2007.
As refinarias americanas operaram, na semana passada, a 85% de capacidade, 0,4% a menos que na anterior.
Os preços de venda ao consumidor de gasolina e diesel, o combustível mais utilizado no transporte em estrada, registraram mais um dia níveis nunca antes alcançados nos EUA.
O galão de gasolina era vendido a um preço médio de US$ 3,67 no país, quase US$ 0,03 a mais que no dia anterior, e o diesel era cotado a US$ 4,27 galão, quase US$ 0,02 a mais que na quinta-feira, segundo dados divulgados hoje pela associação automobilista AAA, a maior nos EUA. EFE vm/fb |Q:ECO:pt-BR:04005004:Economia, negócios e finanças:Energia e recursos:Petróleo e gás ECO:pt-BR:04008024:Economia, negócios e finanças:Macroeconomia:Mercado de matérias-primas|