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| Inflação alimenta incertezas e juros futuros sobem |
| Sex, 9 Mai, 10h33 |
A abertura dos negócios no mercado de juros futuros hoje foi uma clara demonstração do nervosismo que sonda as negociações com os contratos de depósitos interfinanceiros (DIs), sujeitos a volatilidade e vulneráveis a boatos e rumores. De um lado, os indicadores de inflação confirmaram um cenário em deterioração, que eleva a chance de o Banco Central ter de ser mais duro na condução da política monetária. De outro, uma onda de rumores e especulações ampliam o efeito dessas notícias sobre os negócios. Nesse cenário, as taxas futuras disparam, atingindo níveis considerados irracionais. Ontem, rumores sobre os dois índices de inflação que seria divulgados esta manhã, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de abril e a primeira prévia de maio do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) - agitaram os negócios e levaram os DIs a romperem importantes níveis de resistência. Um deles, o IGP-DI, realmente superou o teto das estimativas. Mas o IPCA ficou em linha com as previsões, ligeiramente abaixo da mediana das projeções. A primeira prévia do IGP-M de maio subiu 1,36%, em comparação com o aumento de 0,33% apurado em igual prévia do mesmo indicador em abril. Já o IPCA de abril subiu para 0,55%, dentro das estimativas, ante alta de 0,48% em março. Os dois números confirmam que a inflação segue em uma escalada preocupante, com pressões de preços cada vez mais generalizadas. E garantem a continuidade da alta dos juros futuros, mesmo depois de toda a alta de ontem. Esses indicadores, aliados ao avanço dos preços do petróleo no exterior mostram que a inflação está longe de se estabilizar. Hoje, o petróleo tipo WTI superou, pela primeira vez, o nível histórico de US$ 126,00 o barril durante a sessão da Bolsa Mercantil de Nova York, Nymex. E, na opinião de operadores, estão deteriorando as expectativas de forma rápida. Por isso, profissionais consideram que o BC vai ter de aumentar a dose de alta da taxa básica de juros, a Selic, para conseguir ao menos amenizar esse movimento. Na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) o juro básico do País subiu 0,50 ponto porcentual, para 11,75% ao ano. Após abertura dos negócios na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o DI com vencimento em janeiro de 2010 projetava taxa de 14,23% ao ano, de 14,14% ao ano ontem. Já o DI com vencimento em janeiro de 2009 tinha taxa de 13,07% ao ano, de 13,02% ao ano ontem.
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