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| Compasso de espera por Copom reduz negócios |
| Sex, 18 Jul, 17h02 |
SÃO PAULO, 18 de julho de 2008 - O compasso de espera deve continuar dando o tom dos negócios no mercado financeiro até o dia da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) agendada para 22 e 23 de julho. Ainda divididos em relação ao rumo da taxa Selic, atualmente em 12,25% ao ano, os investidores embutem em seus negócios a estimativa de um aumento entre 0,50 e 0,75 ponto percentual. Neste clima de expectativa e cautela, os investidores reduziram o número de negócios no segmento de renda fixa. O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em outubro deste ano, que concentra as apostas para a reunião da semana que vem o mais negociado com 270,2 mil contratos fechados. Esse contrato projetou taxa anual de 12,84%, contra 12,81% do ajuste da véspera. Os últimos dados divulgados sobre a inflação, boletim Focus e a última ata do Copom mostram-se como os principais motivos que levariam o colegiado do Banco Central (BC) a manter o gradualismo e elevar o juro em 0,50 ponto, para 12,75%. Para a corretora NGO, apesar da expectativa de que a inflação dos alimentos será duradoura e pode até buscar uma nova escala de preços, o Copom deve manter a tônica do discurso forte e ação sensata e elevar o juro no mesmo ritmo, preservando o crescimento da economia que está gerando empregos e renda de forma consistente. "Mas a inflação poderá se estabilizar num patamar elevado e até retroceder com a eliminação dos alimentos não essenciais, porém os itens de alimentação básica tendem a sustentar preços, pois o consumo revela-se inelástico não se retraindo face a alta dos preços", avalia. Já para o economista-chefe da corretora Gradual, Pedro Paulo Silveira, o cenário inflacionário interno está arrefecendo, mas isso não significa que a situação está confortável. "No curto prazo (entre 3 ou 4 meses), a inflação deve desacelerar na margem e volta a subir com força entre novembro e dezembro por conta das compras natalinas", estima. Pela manhã, a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe/USP) divulgou que o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) desacelerou de 0,77% para 0,59% na segunda prévia do mês. Na semana que vem, Silveira continua apostando em desacelaração dos preços. O IPCA-15 deve ficar cair para 0,65% em julho e o IGP-M para 1,77%. "Por conta da desaceleração da inflação na margem e do comportamento recente das commodities, acredito que o Copom irá manter em 0,50 o aumento da Selic", finaliza. (Simone e Silva Bernardino - InvestNews)
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