SÃO PAULO, 9 de maio de 2008 - O câmbio acompanhou o sobe e desce dos mercados estrangeiros e chegou a subir 0,59% na máxima do dia. Mas a moeda fechou em queda de 0,47%, a R$ 1,686 na venda, influenciada pelo retorno do fluxo de recursos e o otimismo dos investidores com o pacote de política industrial a ser anunciado na próxima segunda pelo governo federal. Segundo Reginaldo Siacca, gerente da TOV Corretora, a expectativa de que as medidas devam beneficiar todos os segmento da economia trouxe ânimo aos negócios e o mercado apreensivo dos últimos quatro dias ficou para trás. Mas o profissional alerta que a cautela permanece. "O pessoal estava assustado com a idéia de mudanças, mas os rumores de que o pacote de financiamento, inicialmente de US$ 25 bilhões pode ultrapassar US$ 200 bilhões em dois anos, instalou a calma", disse. Siacca chama a atenção para os índices de inflação e a necessidade do Comitê de Política Monetária (Copom) agir de forma mais agressiva, o que traria ainda mais dólares ao mercado, especialmente das operações com arbitragem. As apostas são de que a Selic deva subir pelo menos mais 0,50 ponto percentual. Para Renato Schoemberger, operador de câmbio da Alpes Corretora, no curto prazo, o câmbio deve seguir volátil e oscilando próximo de R$ 1,70. Schoemberger também destaca o pacote de política industrial e acredita que o governo deve, entre outras coisas, desonerar os exportadores e facilitar o crédito. Em Nova York, as bolsas de valores operaram em queda na maior parte do dia, apesar de registrar momentos de valorização em meio ao constante ziguezague, em resposta aos números negativos do setor de seguros e ao comportamento dos preços do petróleo, o que elevou a aversão ao risco. Por lá, os investidores continuam demonstrando preocupação com o setor de crédito, embora, a maioria já tenha a sensação de que o pior da crise já passou. Na última hora dos negócios, o BC realizou leilão de compra no mercado à vista. A autoridade monetária pagou taxa média de R$ 1,6914. (Simone e Silva Bernardino - InvestNews)