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| Privatização faz 10 anos e o futuro é a banda larga |
| Dom, 6 Jul, 13h15 |
O futuro das telecomunicações está na banda larga. A frase dos especialistas em tecnologia é a síntese do que aconteceu no País após dez anos da privatização do Sistema Telebrás, que serão completados no próximo 29 de julho. Uma privatização que praticamente sepultou o telefone fixo, gerou a explosão do celular e pôs o Brasil diante de uma tecnologia que nem fazia parte das previsões de 1998 e hoje pode ser equiparada em importância e necessidade aos serviços de energia, água e saneamento. A banda larga é uma tecnologia que amplia a capacidade das redes, aumenta a velocidade de conexão e permite grande variedade de serviços. Seja conectado a um cabo ou pelas tecnologias sem fio, o brasileiro já começa, pela banda larga, a ter acesso a pacotes de serviços - como telefonia, internet e televisão - vendidos por uma mesma operadora e recebidos muitas vezes em um único aparelho, como o computador ou o telefone celular. Virou serviço essencial e é cada vez mais usada por órgãos públicos para atender à população. Serve para conectar os bancos de dados da polícia, departamentos de trânsito, secretarias de Segurança e rede pública de saúde, sem falar nas milhares de empresas privadas e do usuário comum. O grau de importância da banda larga pode ser medido pelo caos no qual mergulhou São Paulo, quinta-feira passada, com a pane das redes de internet da Telefônica. "A banda larga virou ferramenta indispensável", avalia o ministro das Comunicações, Hélio Costa. No plano estratégico traçado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para os próximos dez anos, o objetivo principal é massificar a banda larga. A agência estima que os acessos só nessa modalidade de internet passarão dos atuais 8 milhões para 165 milhões em 2018, pela rede fixa ou pela infra-estrutura móvel, como a terceira geração da telefonia celular (3G). "A mesma telefonia celular, que cumpriu a obrigação de universalização que era da telefonia fixa, vai universalizar a banda larga, principalmente com a chegada da terceira geração", afirma Costa. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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