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| Para Mantega, 'economia não vai levar uma cacetada' |
| Dom, 6 Jul, 09h23 |
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, não tem dúvida da existência hoje de uma crise econômica mundial, que começou com a crise imobiliária dos EUA (o chamado subprime) e foi agravada pelo choque de preços das commodities. "Estamos no fim de um ciclo econômico capitalista. Neste momento, é preciso fazer ajustes e preparar um novo ciclo", disse em entrevista ao Estado. Nesse cenário, Mantega diz que o desafio dos países emergentes é "combater a inflação sem abortar o crescimento". Para o ministro, o atual surto inflacionário resulta fundamentalmente do choque de preços das commodities agrícolas, metálicas e do petróleo. O governo, alerta o ministro, já adotou medidas para desacelerar o crescimento, com o objetivo de evitar que a inflação contamine outros setores da economia, mas não vai derrubar o crescimento. "Não é para dar uma cacetada na economia, mas é para moderar a demanda, moderar o crescimento. Adequá-lo à nova realidade", disse. Segundo ele, se as medidas já adotadas não forem suficientes, o governo poderá anunciar outras. "Armamento não nos falta e o usaremos porque ninguém quer a volta da inflação". Mantega admitiu que a inflação em 2009 também poderá ficar acima do centro da meta, como este ano, se o choque de preços continuar. "Se a gente conseguir não ultrapassar a margem de tolerância em nenhum momento eu me dou por muito satisfeito porque outros países já ultrapassaram", afirmou. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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