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Sul-coreanos protestam contra presidente e carne dos EUA
Sáb, 5 Jul, 12h36

Por Jon Herskovitz

SEUL (Reuters) - A polícia da Coréia do Sul afirmou que cerca de 35.000 pessoas juntaram-se na capital Seul neste sábado para protestar novamente contra as políticas do novo presidente, especialmente pelo seu acordo de importação de carne dos Estados Unidos.

Semanas de protestos, que certas vezes foram violentos, têm abalado o governo do presidente recém-empossado Lee Myung-bak.

Enquanto pesquisas mostram que a maioria dos sul-coreanos é contra um acordo, Lee abriu o mercado para a carne norte-americana há dois meses. Dois terços dos entrevistados também dizem que é hora de parar com as manifestações, que levaram a violentos confrontos de rua no país.

Organizadores do protestos, que incluem grupos civis, líderes religiosos e um sindicato trabalhista, dizem que esperam que centenas de milhares de pessoas participem das manifestações deste sábado. Não houve grandes incidentes de violência nas primeiras horas dos protestos.

As manifestações tiveram início no começo de maio, por pessoas preocupadas com a possibilidade de a carne dos Estados Unidos conter o "mal da vaca louca". Depois, entretanto, os protestos se transformaram em um fórum onde uma grande variedade de pessoas se juntou para criticar Lee, que venceu as eleições de dezembro com uma maioria esmagadora de votos.

Lee tem visto sua taxa de aprovação despencar e analistas dizem que ele não pode implementar reformas, como a privatização de empresas estatais e novos sistemas de pensão, sem ter o apoio popular.

Os protestos da semana passada deixaram centenas de manifestantes e policiais feridos, fazendo com que líderes religiosos participassem dos eventos na esperança de amenizar os ânimos.

Enviados dos EUA e sul-coreanos refizeram as negociações sobre a exportação de carnes em junho, com um acordo do setor privado que limita a venda de gado com idade inferior a 30 meses, para trazer um menor risco de a carne conter o mal da vaca louca. O acordo proíbe também o embarque de partes do boi com risco de infecção pela doença.

Líderes norte-americanos e sul-coreanos dizem que não há evidência científica que comprove que a carne dos EUA exportada para a Coréia do Sul apresente algum tipo de risco relacionado ao mal da vaca louca.

(Reportagem adicional de Angela Moon)

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