As empresas de cartões tentam mostrar ao governo que intervir nesse setor é um risco, e qualquer alteração demanda uma análise mais profunda para avaliar custo e benefício. Entre os alertas da Associação Brasileira das Empresas de Cartões e Serviços (Abecs), estão a possibilidade de redução de investimentos, aumento da informalidade e elevação dos custos de transação. "Atitudes drásticas de reestruturação do setor, por meio de intervenção governamental, devem ser evitadas, dados os custos de implementação e os elevados riscos de efeitos colaterais negativos", ressalta o documento da associação entregue ao Banco Central (BC) e aos demais órgãos que, no fim de março, divulgaram um estudo criticando a concentração no setor de meios eletrônicos de pagamento.