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| Lugo anuncia acordo de cogestão plena de Itaipu |
| Qui, 2 Jul, 19h32 |
Assunção, 2 jul (EFE).- O presidente do Paraguai, Fernando Lugo, anunciou hoje a obtenção de um acordo de cogestão plena na direção da hidroelétrica binacional de Itaipu, na fronteira com o Brasil, dentro das reivindicações de seu Governo em relação à usina. Lugo disse em entrevista coletiva que esse acordo representa "um princípio de igualdade de direitos e obrigações que rege a gestão das direções: geral, técnica, financeira, administrativa, jurídica e de coordenação". O presidente paraguaio acrescentou que, ao mesmo tempo, terá início uma obra de retenção de energia, já que todo o excedente gerado pelo Paraguai e não utilizado em seu território vinha diretamente para o Brasil. "Com esta obra, também se dá um passo importante no controle da energia produzida tanto para paraguaios, quanto para brasileiros", disse. Segundo Lugo, "o Paraguai é o maior exportador de energia da região e, muitas vezes no verão, temos que lamentar cortes que não são compreensíveis em um país produtor de energia em grande quantidade e qualidade". Ontem, o presidente paraguaio informou que a Controladoria-Geral paraguaia terá acesso ao arquivo e ao histórico financeiro da hidroelétrica, tema que foi abordado por Lugo e pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante as reuniões que ambos tiveram em Brasília nos dias 7 e 8 de maio. Os dois chefes de Estado terão um novo encontro para prosseguir com as negociações em torno de Itaipu, o qual pode coincidir com a Cúpula do Mercosul, que será realizada em Assunção nos próximos dias 23 e 24. Desde que Lugo chegou ao poder, em agosto de 2008, o Paraguai insiste em revisar do contrato de construção da usina, que data de 35 anos atrás, para poder vender seu excedente ao Brasil ou a outros países, sempre a preço de mercado. Segundo esse tratado, o Brasil recebe a energia que o Paraguai não consome a preço de custo. O Governo brasileiro considera que o tratado não pode ser revisado antes de 2023, quando expira, e ofereceu em troca elevar as compensações, assim como fazer obras de infraestrutura no país vizinho. EFE
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